Não estou para falar de amor, se ele ainda não dói, nem rói e nem pede flor. Não há flores na minha poesia, pois as arrancadas são mortas, são decoração de sepultura e meu poema é heresia. Conheço esse tal de amor, não encontrei deus algum e amor e deus até podem ser compatíveis mas não dependem um do outro. O único ponto em comum: eles não são invencíveis. Não falarei de coisas que desconheço, pois o meu apreço é pelo amor que sinto e não devo a uma criatura que o senso comum insinua e minha cabeça não atura. Minha escrita é a riqueza que colho do meu presente, mesmo que seja inventado, pois poeta mente, mas não se faz ausente e eu não vivo de passado nem me dedico à tristeza. Só quando fico parado. Grito contra o que abomino e não suporto determinismo. Minha ferramenta é o poema e meu alvo é o sistema. Sou tipo existencialista, meio insano meio analista, falso moralista, talvez sartreano. Tenho a marca da história, todo gaúcho é artista e sou pampeano com muita honra e glória. Sou amigo da filosofia e esta não é feita de fadas nem gnomos e crenças, nem de almas penadas ou universais desavenças. Eu vim aqui escrever poesia e isso para mim não é só brincadeira, pois no fim o que consome energia é o abre e fecha da porta da geladeira

crônica com c

Crônica com C

Calamar Cachaceiro considerou consumir cachaça com certo comedimento, como critério chegar continente chamado Canovaticínio, comparecendo como célebre convidado criatura conhecida como Cardeal Cisplatino, chefe central Comando Comunista Católico (CCC). Contudo, coube Calamar Cachaceiro comparecer Casa Causídicos Comprometidos, chamar caríssimo companheiro Cofroli, com certeza conseguir carta contracondenatória chancelada com carimbo chefe causídico:

-- Cumpanhero Cofroli, careço comparecer Canovaticínio conhecer Cardeal Chico. Careço conceder conselhos. Chico culpado com Cristo! Cardeais com certo comportamento condenável, comendo criancinhas, cheirando cola, comprando cocaína, cocacola, cheirando cu, consumindo coquetel cachaça com combustível... Cardeais com consciência católica condenada. Calamar Cachaceiro conduzirá chefe Chico Cisplatino com certa compreensão como conquistar coração cristão. Caridoso Calamar colaborará com Canovaticínio consolidando capitalização considerável conta corrente Conselho Cardeais Canovaticinenses. Contudo, cumpanhero Cofroli carece comandar confecção carta contracondenatória. Cumpanhero comprometido com consciência comunista certamente comandará corte caneleira circuitada. Causa coceira canela. Como Calamar chegará Canovaticínio, caracara com Chico, como condenado comum calçando caneleira? Cara caramba cara caraô, caralho.


-- Claro, claro, chefia. Cabe companheiro Calamar chefiar, cabe Cofroli cumprir. Comandarei confecção carta, comandarei corte caneleira circuitada. Convocarei conselho com colegas causídicos: Chinelandowski Cunaboca, Chupaurélio, Carmen, Careca Covardão... Certamente Calamar conversará com Cardeal conquistando consciência cristã. Caridade companheiro Calamar colaborará com causa continental. Compete companheiro chamar cobertura cronistas colaboradores com Carta Capital, Correio Caradepaulo...


sacharuk

charge: Nani