Não estou para falar de amor, se ele ainda não dói, nem rói e nem pede flor. Não há flores na minha poesia, pois as arrancadas são mortas, são decoração de sepultura e meu poema é heresia. Conheço esse tal de amor, não encontrei deus algum e amor e deus até podem ser compatíveis mas não dependem um do outro. O único ponto em comum: eles não são invencíveis. Não falarei de coisas que desconheço, pois o meu apreço é pelo amor que sinto e não devo a uma criatura que o senso comum insinua e minha cabeça não atura. Minha escrita é a riqueza que colho do meu presente, mesmo que seja inventado, pois poeta mente, mas não se faz ausente e eu não vivo de passado nem me dedico à tristeza. Só quando fico parado. Grito contra o que abomino e não suporto determinismo. Minha ferramenta é o poema e meu alvo é o sistema. Sou tipo existencialista, meio insano meio analista, falso moralista, talvez sartreano. Tenho a marca da história, todo gaúcho é artista e sou pampeano com muita honra e glória. Sou amigo da filosofia e esta não é feita de fadas nem gnomos e crenças, nem de almas penadas ou universais desavenças. Eu vim aqui escrever poesia e isso para mim não é só brincadeira, pois no fim o que consome energia é o abre e fecha da porta da geladeira

O Futuro do Hoje

O Futuro do Hoje

Hoje acordei a fluidez
Cores escorriam brancas
Na tela azul daquele dia
Ouvi sorrisos de criança

Hoje rasguei a minha tez
Avancei minhas retrancas
Reli um livro de poesia
Plantei semente de esperança

Hoje chamusquei velhas folhas
Bolhas de sabão eu pintei!
Hoje prometi para o ontem
Não me esquecer do amanhã

Hoje repensei as escolhas
Nas asas da fênix viajei
Ergui a alma sobre o monte
Novo colorido a uma tela vã

A obra, cujo título é futuro
Hoje acaba de ser iniciada
Com pinceladas de verdade
Aladas ondas na própria tela

Vou iluminar o tom escuro
Novo horizonte e nova estrada
Serão os objetos da vontade
Um abraço na vida mais bela.

Márcia Poesia de Sá & Wasil Sacharuk

sacharuk tem o apoio de INSPIRATURAS escrita criativa

Capuchinho

Elias-Chatzoudis Capuchinho rubro era o seu pecado tingido na vã inocência passeava só sem licença com docinhos confeitados...